
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) contestou as justificativas da Prefeitura de Manaus para o recente aumento na tarifa do transporte coletivo, que passou de R$ 4,50 para R$ 5. Em um dossiê elaborado em 2022, quando ainda era vereador, Mandel apresentou um diagnóstico detalhado sobre a ineficiência das gestões municipais no gerenciamento do sistema de ônibus. O documento, disponível para consulta pública, revela dados concretos que questionam a necessidade do reajuste e expõem falhas na administração do serviço.
Nesta segunda-feira, a Prefeitura de Manaus decidiu recorrer à decisão da juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que havia suspendido o aumento da tarifa, previsto para o último sábado. Caso o reajuste seja implementado, o valor da passagem terá um aumento acumulado de mais de 30% desde 2020, quando custava R$ 3,80. A medida tem gerado insatisfação popular, já que a população enfrenta um serviço de transporte público caro e de baixa qualidade.
O estudo realizado pela equipe de Amom Mandel aponta que o sistema de transporte coletivo de Manaus é marcado por irregularidades e ineficiências. Segundo o relatório, os subsídios pagos pela Prefeitura às empresas de ônibus, que somam quase R$ 500 milhões anualmente, poderiam ser utilizados de forma mais eficiente, como, por exemplo, para oferecer gratuidade no transporte aos fins de semana. O documento também destaca que a gestão municipal não tem conseguido justificar de maneira plausível os sucessivos aumentos nas tarifas.
Amom Mandel criticou duramente a administração municipal, afirmando que a população está sendo penalizada pela falta de planejamento e pela incapacidade da Prefeitura em resolver os problemas crônicos do transporte público. “Esse estudo evidencia o despreparo da gestão municipal. Mais uma vez, os manauaras sofrem com aumentos abusivos e sem transparência. Manaus continua refém de uma administração que não oferece soluções eficazes para os desafios históricos do transporte coletivo”, declarou o deputado.


